31 de out de 2010

Lembo: Com Dilma, partidos de oposição terão que se fundir

Comentário: Se o DEM tivesse a clareza de pensamento de Lembo, não seria um partido em extinção. A capacidade de análise de Lembo é impressionante, dissociada de paixões políticas.

Do Terra Magazine

Dayanne Sousa

Para o membro do Democratas e ex-governador de São Paulo, Cláudio Lembo, a vitória de Dilma Rousseff nas eleições presidenciais deste domingo (31) mostra a necessidade de a oposição se reorganizar. "Foram partidos fracos comandados por personalidades fracas e com um traço muito grande de pequena burguesia urbana", critica.
Ele defende que seu partido, o Democratas, se incorpore a outro. Atualmente, o DEM é o principal aliado do PSDB, partido do adversário de Dilma no pleito, José Serra. "Não é possível permanecer nessa forma pequeno burguesa e sem coragem, sem decisão, sem capacidade de agir por si próprio e estar sempre abaixo dos outros", argumenta.
Lembo considera a vitória de Dilma como "um grande momento para a história política do Brasil".
- É a conquista de uma mulher e isso é importante. A gente reequilibra a história do Brasil e, ao mesmo tempo, dá a presidência à maioria das pessoas, que são as mulheres.
Leia a entrevista na íntegra.
Terra Magazine - Para o senhor, o que essa vitória da Dilma representa? Um fortalecimento do PT? Do Lula?
Cláudio Lembo - Não. Creio que, primeiro, é a conquista de uma mulher e isso é importante. A gente reequilibra a história do Brasil e, ao mesmo tempo, dá a presidência à maioria das pessoas, que são as mulheres. Esse é um ponto fundamental. Segundo, ela é eleita depois de uma campanha extremamente desgastante na qual usaram todos os métodos contra ela, mulher, e contra uma mulher socialista. Foi extremamente grave o ingresso de temas que no Brasil não são usuais em campanha como, por exemplo, o assunto religioso. Isso me pareceu muito grave. É uma intervenção indevida de autoridades religiosas no jogo político de um país democrático e harmônico como é o Brasil. E ela certamente será uma boa presidente porque tem capacidade, mostrou uma grande segurança pessoal e se deslocou do presidente Lula. É óbvio que ela teria que falar o nome do presidente, mas ela mostrou que tem personalidade própria e que é uma mulher de muito destemor e coragem. Portanto eu acho que é um grande momento para a história política do Brasil.

Dilma tem história semelhante à de outras mulheres no poder

Do portal Terra

Apesar de ser a primeira presidente mulher do Brasil, Dilma Rousseff (PT) não vai inaugurar uma tradição ao ocupar um cargo tipicamente masculino. A História é plena de exemplos de mulheres chefes de Estado, inclusive na própria América Latina. O Terra selecionou alguns exemplos emblemáticos de mulheres que chegaram ao poder:
Na América Latina:
Costa Rica - Laura Chinchilla Miranda foi eleita presidente da Costa Rica em maio de 2010. Entre 1994 e 2008, ela chefiou os ministérios de Segurança e Justiça. Desde 2008, ocupava o cargo de Ministra da Segurança, mas deixou a pasta para se tornar a candidata do partido liberal à presidência.
Argentina - Cristina Fernández Kirchner foi a sucessora de seu marido, Nestor Kirchner, na presidência da Argentina, e assumiu o cargo em dezembro de 2007. Antes de ocupar a cadeira, Cristina já havia atuado como membro da Assembleia de Santa Cruz (1989 - 1995) e vice-presidente da Assembleia em 1990. Ela também já havia sido eleita senadora e deputada.
Maria Estella Martínez de Perón, conhecida como Isabelita Perón, foi a primeira presidente da Argentina. Ela assumiu o cargo após a morte de seu marido, Juan Perón, do qual ela era vice-presidente, entre os anos de 1974 e 1976. Foi deposta pelo golpe militar e se exilou na Espanha até 1993. Ela é frequentemente confundida com Eva Perón, segunda mulher de Juan.
Chile - Michelle Bachelet Jeria foi a primeira mulher eleita presidente do Chile, cargo que ocupou entre 2006 e 2010. Também foi ministra da Saúde, entre 2002 e 2004. Seu pai, que era militar, foi morto durante a ditadura de Augusto Pinochet. Michelle e sua mãe foram torturadas pelo regime e se exilaram na Austrália, de onde retornaram em 1979.

A nova presidente do Brasil

Hugh O’Shaughnessy – The Independent via Viomundo
A mulher mais poderosa do mundo começará a andar com as próprias pernas no próximo fim de semana. Forte e vigorosa aos 63 anos, essa ex-líder da resistência a uma ditadura militar (que a torturou) se prepara para conquistar o seu lugar como Presidente do Brasil.
Como chefe de estado, a Presidente Dilma Rousseff seria mais poderosa que a Chanceler da Alemanha, Angela Merkel e que a Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton: seu país enorme de 200 milhões de pessoas está comemorando seu novo tesouro petrolífero. A taxa de crescimento do Brasil, rivalizando com a China, é algo que a Europa e Washington podem apenas invejar.
Sua ampla vitória prevista para a próxima eleição presidencial será comemorada com encantamento por milhões. Marca a demolição final do “estado de segurança nacional”, um arranjo que os governos conservadores, nos EUA e na Europa já tomaram como seu melhor artifício para limitar a democracia e a reforma. Ele sustenta um status quo corrompido que mantém a imensa maioria na pobreza na América Latina, enquanto favorece seus amigos ricos.

Tributos Versus Juros: O Custo Público das Elevadas Taxas

Marciano Buffon *

Quando se discute a questão tributária brasileira, invariavelmente constata-se que o tamanho da carga atingiu os limites de suas possibilidades, não havendo espaço para qualquer espécie de incremento. Em vista disso, há de se examinar quais são as reais perspectivas de uma redistribuição e, sobretudo, redução da carga fiscal.
Para tanto, o que se pretende aqui, é analisar como os recursos públicos estão sendo empregados. É certo que uma abordagem desta natureza sempre será limitada e superficial, dada a complexidade da temática envolvida. No entanto, é válido refletir acerca de um dos principais destinos dos recursos públicos arrecadados. Está-se falando, pois, do custo suportado pelo Estado Brasileiro com os juros da dívida pública.
Vale lembrar que, nas décadas de 1980 e 1990, os organismos financeiros internacionais venderam “mundo afora” a fórmula, segundo a qual, o Estado deveria ter como principal meta a obtenção de superávit fiscal. Ou seja, difundiu-se a idéia de que o Estado deveria gastar menos do que arrecadasse, para que fosse possível, com isso, produzir o “superávit primário”, assim denominado por não serem computados os dispêndios necessários para financiamento da crescente dívida pública.

Apuração no Terra

Tarso Genro comenta a virulência da campanha contra Dilma

Da Folha

O governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, disse hoje que os tucanos "erraram na dose" ao atacar a presidenciável petista Dilma Rousseff durante a campanha eleitoral.

"Os tucanos erraram na dose de virulência verbal, de ataques pessoais e de acusações infundadas que, como é natural no processo democrático, foram reproduzidas fartamente pela imprensa", disse o petista, eleito no primeiro turno.
Trata-se de uma citação indireta ao escândalo que derrubou a ex-braço direito da petista Erenice Guerra da Casa Civil e à polêmica sobre o aborto --que fizeram Dilma perder terreno e postergaram a eleição presidencial ao segundo turno.
Os ataques da oposição tinham como objetivo tentar dissociar Dilma do seu principal trunfo político: a força política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, padrinho da presidenciável.
"A população brasileira sentiu que nessa virulência e nesse exagero estava algo que queriam esconder, que é o sucesso do projeto socioeconômico do governo Lula".
As declarações foram dadas hoje de manhã em Porto Alegre.
Tarso acompanhou Dilma em um café da manhã com cerca de 150 apoiadores gaúchos, na hora de votar e depois embarcou no jato particular que levou a candidata a Brasília no início da tarde.

Califórnia vota dia 02 pela descriminalização do consumo de maconha

da Redação Yahoo! Brasil

O dia 2 de novembro poderá ficá marcado na história mundial e dar um empurrão para resolver uma discussão que se arrasta desde a década de 1960, quando a ONU classificou a maconha como uma droga perigosa. Os moradores do estado da Califórnia, Estados Unidos, votarão em plebiscito sobre a legalização da maconha para o uso recreativo. Caso a maioria vote positivo, o local poderá fazer inveja à Amsterdã, na Holanda, onde as pessoas podem fumar a droga comercializada nos famosos coffeeshops.

A Proposição 19, nome do projeto de legalização e regulamentação, será votada na mesma cédula em que os eleitores escolherão os candidatos para governo do estado, congresso e legislativo estadual - no país, cada estado tem sua própria legislação. Segundo o texto, haverá locais autorizados para a venda da droga e, inclusive, regras que limitarão os locais de consumo. Como, por exemplo, será proibido usar a maconha em lugares públicos fechados - a exemplo do que ocorre com o cigarro em São Paulo. Atualmente, no Distrito de Columbia e em 14 estados americanos o uso medicinal da erva já é autorizado.

Alternância de que?

Por 
PAULO MOREIRA LEITE
  na Época

O professor Helio Bicudo, advogado com uma biografia corajosa na área de Direitos Humanos, entrou no segundo turno com o argumento de que o eleitor deveria aproveitar seu voto para promover uma alternância de poder no país. Ex-petista, eleitor de Plínio de Arruda Sampaio no primeiro turno, mais tarde Bicudo fez campanha contra Dilma e a favor de José Serra. Nos últimos dias, o argumento foi assumido por vários tucanos. Faz sentido?
Claro que o eleitor escolhe o candidato pelo critério que julgar melhor. Tem gente que usa as pesquisas para votar no vencedor, não é mesmo? Sei de eleitoras que não resistem a um candidato bonito e foi assim que Fernando Collor tomou votos petistas em 1989. Também tem eleitores que votam num concorrente esculhambado só para dizer que as eleições estão esculhambadas demais.
Eu acho que alternância de poder é uma falsa questão. Como observou Janio de Freitas, você pode promover a alternância e trocar o bom pelo ruim, o ruim pelo pior e assim por diante. Também pode, é claro, trocar o bom pelo ótimo ou o péssimo pelo mais ou menos.
O que define o valor de sua escolha é a comparação entre candidatos e seus projetos, sua visão de mundo, seus aliados, sua competência e preparo  — não a mudança em si.

Crise reduziu ritmo da queda da desigualdade, diz Ipea

Do sítio do IPEA reportagem original na BBC

Apesar do impacto negativo sobre o mercado de trabalho, a pobreza continuou caindo no período, segundo o instituto.

Pobreza continuou caindo mesmo durante a crise econômica global
A crise econômica mundial de 2008 provocou uma queda no ritmo da queda da desigualdade no Brasil, segundo um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgado nesta terça-feira.
O estudo, feito com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), indica que a queda menor na desigualdade entre 2008 e 2009 foi temporária, como consequência dos efeitos negativos da crise sobre o mercado de trabalho.
Segundo o Ipea, o coeficiente Gini, usado para medir a desigualdade, apresentou uma queda média de 0,0053 ponto entre 2008 e 2009, ante uma queda média de 0,0070 ponto entre 2001 e 2008 e ainda mais acentuada, de 0,0072, entre 2005 e 2008.
O instituto calculou o coeficiente de Gini em 0,544 em 2008 e de 0,538 em 2009. Em 2001, o coeficiente era de 0,592, e em 2005, 0,565.

Um pedido para Serra

Do Diário do Centro do Mundo por Paulo Nogueira

Serra fez um pedido:  que cada eleitor seu arrumasse um a mais.
Então eu também quero fazer um pedido a ele. Que reúna o que lhe resta de espírito público e se retire da política.
Se o PSDB quer fazer sentido depois das presentes eleições, uma renovação vigorosa é fundamental. O PSDB deixou de representar um eleitorado que vai além do próprio Serra e de uma classe média obtusa que não consegue aceitar que um metalúrgico sem diploma possa ser presidente e nem que sua empregada doméstica  vote por conta própria.
É um eleitorado que vai se aproximando celeremente do perfil dos eleitores de Paulo Maluf, assim como as estratégias de Serra também remetem ao malufismo despudorado. Com algumas exceções, são pessoas preconceituosas, despidas de um espírito solidário que enxerga beleza na redistribuição de renda  – e que vibram com as palavras mentecaptas de gurus da direita como Jabor.
Não que eu seja a melhor pessoa do mundo. Mas não me vejo naquele grupo.
Faltou alguém como Covas para colocar limites em Serra
O PSDB nasceu de uma cisão no PMDB, nos anos 1980. Políticos como Covas, Fernando Henrique Cardoso e o próprio Serra – ainda não desfigurado pela ambição fanática, ou pela falta de alguém no partido que lhe ponha limites – apresentaram ao eleitor uma alternativa baseada na social democracia européia. Um capitalismo humano, por assim dizer.
Para não morrer como sucessor do malufismo no coração de pedra da classe média retrógrada, o PSDB agora vai ter que se reinventar.
A saída de Serra é o primeiro e essencial passo para a renovação.
Seria uma tragédia para o PSDB, e uma pena para eleitores órfãos como eu, ele continuar em sua louca cavalgada – e um pouco mais adiante tentar a prefeitura ou o governo de São Paulo.

Quem Recebe Mais do Governo?

por Fátima Gondim * no Falando em justiça fiscal

A maioria dos brasileiros acredita não pagar impostos. A invisibilidade da tributação indireta reforça esse engano.
Como o que os olhos não vêem, o coração não sente, sem vislumbrar o que se recolhe ao erário, perde-se a consciência sobre a adequada destinação do recurso, o desperdício e, principalmente, o interesse público.
Se há pouco ou nenhum conhecimento da maioria da população a respeito de quem efetivamente paga a conta, o que dizer da alocação dos recursos públicos? Paraque(m) pagamos impostos? A resposta a esta pergunta e sua visibilidade, sempre tão questionada pelo cidadão e pela opinião pública, é fator decisivo nos caminhos da cidadania fiscal e na busca por trazer ao debate segmentos da sociedade historicamente alheios ao mundo fiscal.
O Comunicado da Presidência do IPEA, datado de junho de 2009, analisa o destino da carga tributária, destacando os principais programas e ações do governo federal, em termos de volume de recursos e número de beneficiários.

Os cenários catarinenses

Do Diário Catarinense

COM DILMA OU COM SERRA

Grandes obras federais arrastadas há anos, investimentos em setores fundamentais como educação, relações entre políticos eleitos. O que muda para Santa Catarina com uma vitória de Dilma Rousseff (PT) ou de José Serra (PSDB)? A reportagem do DC mapeou aspectos políticos e administrativos que podem ter influência do governo federal para apontar como ficariam alguns cenários numa gestão petista ou tucana. Confira o que Dilma e Serra prometeram para SC e como poderão se relacionar com as bancadas catarinenses e com o governador eleito Raimundo Colombo (DEM).


O futuro na gestão administrativa

O Estado é o 10º exportador brasileiro, com vendas que somaram US$ 6,4 bilhões em 2009. Os empresários dizem que as precárias condições de infraestrutura, o pesado sistema tributário, a legislação trabalhista inflexível e a ausência de uma política industrial prejudicam a competitividade da indústria nacional.

Economia

Governador eleito Raimundo Colombo vota e fala de relação com Dilma, em caso de vitória da petista

Do ClickRBS

Democrata confirmou voto às 11h25min

O governador eleitor de Santa Catarina, Raimundo Colombo (DEM), chegou por volta das 11h15min deste domingo à Escola de Educação Básica Vidal Ramos Junior, no Centro de Lages, onde confirmou o seu voto dez minutos depois.

Antes de entrar na cabine de votação da seção 25, Colombo conversou com a imprensa. O democrata ressaltou o apoio ao candidato à presidência José Serra (PSDB), mas disse que não será oposição caso Dilma Rousseff (PT) vence o pleito.

— Briga política atrapalha para fazer o bem, para construir um hospital, por exemplo. (Se Dilma se eleger) vamos fazer um grande trabalho juntos — justificou o governador eleito.

Aécio: "Dilma merece respeito e espero relação republicana'

Do portal IG

Senador eleito por Minas diz, no entanto, que vai acreditar na vitória de Serra 'até o último momento'

Adriano Ceolin, enviado a Belo Horizonte | 
O senador eleito por Minas Gerais Aécio Neves (PSDB) disse, após votar neste domingo, ainda acreditar numa vitória do presidenciável tucano José Serra. Ele, no entanto, comentou o que espera de Dilma Rousseff (PT) caso ela vença: “Espero que o Serra seja presidente. Mas se vencer a Dilma, merecerá o nosso respeito e espero que ela tenha com Minas Gerais uma relação republicana”.

A nossa democracia está suficientemente amadurecida para garantir ao governante as condições para governar para todos. “Espero que (Dilma) não governe apenas para um grupo político. Mas até o último momento vou acreditar numa surpresa (vitória de Serra)”, afirmou.Aécio votou no início da tarde no Colégio Estadual Central, onde Dilma estudou e fez política estudantil no fim dos anos 60 e começo dos 70. Ele estava acompanhado do governador reeleito de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB). Aécio foi o grande vencedor da eleição em solo mineiro.
Como senador eleito, Aécio anunciou que irá propor uma agenda nacional para o País. “O início da próxima legislatura, esteja eu no governo ou na oposição, vou trabalhar na apresentação com outros companheiros de uma agenda”, disse.
O tucano afirmou que pretende conversar sobre o assunto depois de um breve período de descanso após as eleições. “Vou tirar uns dez dias para descansar, mas, a partir deste retorno, vou conversar com governadores eleitos, com senadores”, disse.

STF julga Ficha Limpa

Principais momentos do julgamento sobre a aplicação da Lei nesta eleição e sua extensão àqueles que renunciaram para não sofrerem processo de cassação.

Equivoco de Gilmar Mendes: Inelegibilidade de quem renunciou já estava na lei

Do Terra Magazine

Ana Cláudia Barros
O deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP) resolveu se manifestar após "carta ao povo do Distrito Federal", divulgada pelo ex-governador Joaquim Roriz (PSC) em protesto contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de aplicar a Lei da Ficha Limpa nos casos de políticos que renunciaram para escapar da cassação. Roriz, que foi afetado pela medida por ter deixado o mandato de senador em 2007, repetiu trechos do discurso do ministro Gilmar Mendes e citou nominalmente Cardozo.
- Como bem se expressou o ministro do STF, Gilmar Mendes, essa lei foi editada para atingir a minha candidatura ao Governo do Distrito Federal. Repito suas palavras proferidas na mais alta Corte do País: "No caso do DF é evidente. O que se tinha em mente era atingir um dado candidato em nome de uma suposta higidez moral. Essa lei tem nome, sobrenome e filiação ao PT" (...) O coordenador de campanha de Dilma, deputado José Eduardo Cardozo, é o autor da emenda que incluiu a letra "k", que trata de renúncia, a pedido do PT do DF, temeroso de minha vitória certa nas urnas - afirmou Roriz.
Por meio de sua assessoria de imprensa, Cardozo enfatizou que já estava presente no projeto original da Ficha Limpa a regra que impede candidaturas de quem renunciou a um mandato com intuito de escapar de processo de cassação. Disse ainda que o texto, de iniciativa popular, "foi encampado por 22 deputados de vários partidos, entre eles PT, PMDB, PSDB, DEM, e inclusive do PSC, partido de Roriz".

O machismo de José Serra

por Cynthia Semíramis em seu blog


Já era de conhecimento público o machismo de José Serra. Em 2009, FHC descreveu Serrapara a revista Piauí:
“Antes de decidir, ele ouve bastante gente, mas leva mais a sério as mulheres. Como o Serra é muito competitivo, qualquer conversa dele com um homem tende a se tornar um embate. E com as mulheres ele acha que não tem competição”.
Essa visão de superioridade masculina sobre as mulheres marca os comentários de José Serra. Ele reproduz o cânone machista que inferioriza a mulher, retira dela a autonomia e a transforma em objeto de seus interesses políticos.
José Serra flerta com jornalista quando está sendo entrevistado. E mesmo se dizendo cristão devoto, afirma que na política pode-se ter amantes, desde que seja de forma discreta.
Ele não tem pudor em usar e descartar mulheres na campanha, mesmo que sejam parentes. Colocou a esposa para atacar Dilma falando de aborto. Confrontado sobre esses ataques durante debate televisivo, optou por se calar ao invés de explicar a situação ou defender o posicionamento da esposa. Quando veio a público que Monica e José Serra haviam feito um aborto, Monica foi afastada da campanha.

Gilmar Mendes e o erro na votação do Ficha Limpa

Gilmar Mendes justificou seu voto contra a Lei do ficha limpa, porque a emenda que possibilitou a aplicação da Lei aos que renunciaram do mandato para não serem cassados teria sido proposta pelo deputado Petista José Eduardo Cardoso com o intuito de beneficiar Agnelo Queiroz do Distrito Federal contra Joaquim Roriz. A emenda não foi proposta pelo deputado petista.
Gilmar depois do erro crasso admitido disse que foi induzido pela defesa ao erro.
Agora, a defesa política de seu voto é nítida, até pela ênfase com que trata a "alegada"conotação política da Lei.

Lula e Alencar: bastidores de uma foto comovente


Na sexta-feira, 29 de outubro, quando o fotógrafo Ricardo Stuckert entrou no quarto do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, o presidente Lula já estava conversando com seu vice, José Alencar, internado para mais uma sessão de quimioterapia. “Meu helicóptero chegou dez minutos depois”, explicou Stuckert ao blog. No quarto também estavam Marisa, mulher do vice-presidente, e o médico Roberto Kalil.
Lula e Alencar conversavam sobre a festa de aniversário do presidente, realizada na quarta-feira, em Brasília. Na ocasião, foi exibido um DVD com depoimentos de um neto de Lula, de sua mulher, Marisa Letícia, e do vice, que emocionaram o presidente. Alencar, desanimado, lamentou não ter participado da festa, por ter reiniciado, mais uma vez, o tratamento contra o câncer.
Foi quando Lula disse: “Zé, nós subimos a rampa (do Palácio do Planalto) juntos, nós vamos descer juntos”. Alencar se emocionou, levando o presidente a fazer o gesto captado pela lente do fotógrafo.
Stuckert acompanha Lula como fotógrafo da Presidência desde o primeiro dia de governo e vai deixar o Planalto no dia 1º de janeiro de 2011.

Conexões Urbanas no Multishow - 2ª Temp. - Bandidos - 3ª parte

Conexões Urbanas no Multishow - 2ª Temp. - Bandidos - 2ª parte

Conexões Urbanas no Multishow - 2ª Temp. - Bandidos - 1ª parte

O programa conexões urbanas é hoje o melhor programa sobre a realidade social brasileira. O apresentador, do afroreggae tem livre transito nas favelas do Rio. O programa postado (segue após as outras duas parte) entrevista traficantes nas favelas e capta sua visão da sociedade. Postarei depois o programa dedicado aos policiais que trabalham no morro.

30 de out de 2010

Menor não vai para a cadeia....

Do blog Felipescreve

O Conselho Nacional de justiça visitou o "Centro de Atendimento Juvenil Especializado" do Distrito Federal. Deixando eufemismos de lado, a cadeia destinada ao depósito dos menores acusados da prática de atos infracionais.

Isso aconteceu na terça-feira, dia 21. O que o CNJ constatou?
Vagas: 160
Presos: mais de 320

Celas para dois adolescentes eram ocupadas por quatro ou cinco. 

Foi constatada a má qualidade na alimentação, a falta de material em oficinas de trabalho e falta de aulas e professores. 

Algo perfeitamente compreensível tendo em vista que o estabelecimento é voltada para a inserção de "medidas sócio-educativas".

Penso naquelas pessoas que afirmam que menor não vai para a cadeia e concluo. Sim, de fato, elas têm razão...


Comentário: a situação não é exclusiva do Distrito Federal, em Santa Catarina os menores ficam em instituições lotadas e insalubres.

O verdadeiro Vencedor

Postado originalmente no Charges.com.br
O primeiro homem a faturar três medalhas em uma única prova

Pela manutenção da chama

Do Terra Magazine

No domingo 3 de outubro, ele acordou mais cedo do que de costume. Era um dos dias mais importantes de sua vida política. Foi votar e, diferente dos outros 135 milhões de eleitores, nada foi secreto. Aos domingos, almoça com a família. Naquele dia, não fez diferente. Depois, deixou a casa de sua filha e seguiu para a do amigo Andrea Matarazzo. De lá, foi descansar. Dormiu a tarde toda e quando acordou ouviu uma televisão ao longe anunciando que ele, José Serra, já estava no segundo turno das eleições presidenciais.
Foi o final de um primeiro turno difícil. Antes do primeiro debate da Rede Globo, no dia 30 de setembro, os ânimos estavam alterados entre os integrantes da campanha tucana. Precisavam fazer uma aposta para definir a estratégia de Serra no confronto.

O difícil caminho da oposição


Do Sítio POP
Divulgação
O Prefeito de Teresina, Silvio Mendes, lamentou em entrevista ao site Terra a adversidade de concorrer pelo PSDB ao governo do Piauí em 2010, contra o candidato à reeleição e o presidente da República. Somando-se isso ao fato de que ele próprio tem afeição por Lula: “A presença do Lula é devastadora para a oposição porque ele é bem avaliado aqui, inclusive por mim. Eu tenho uma admiração pessoal e até gratidão pelo que nós pudemos fazer juntos".
Dilma Rousseff, candidata de Lula, recebeu, no primeiro turno, 67,09% dos votos válidos do Piauí, enquanto José Serra somou 20,93%. Silvio Mendes obteve 30,08% do eleitorado. O governador Wilson Martins, do PSB, 46,37%.
“Wilson fez a campanha toda centrada na figura do Lula e da Dilma. Ele usou bem, e de forma bastante eficiente, o prestígio do Lula e da Dilma, e isto tem um impacto importante porque o Lula é muito querido”, disse Mendes. Para o segundo turno, a vantagem de Wilson Martins caiu, mas não o suficiente para animar os tucanos.

Topper - Fatos Chile

Três propagandas da Talent para a Topper sobre o rugby. Coisa de Gênio.

Topper - Fatos Uruguai


Topper - Fatos Argentina

A sacada do ano! Ótima propaganda, da Talent.

Una professora muito Sexy


G1, em São Paulo

A italiana Ileana Tacconelli, de 28 anos, que leciona em uma escola católica de Milão (Itália), foi considerada "muito sexy" por um grupo de pais para ser professora. A revolta ocorreu depois que fotos e vídeos picantes dela foram publicados na internet, segundo a imprensa italiana.
Vídeo da professora Ileana Tacconelli gerou polêmica na Itália.Vídeo da professora Ileana Tacconelli gerou polêmica na Itália. (Foto: Reprodução)
A polêmica começou depois que uma mãe reclamou com o diretor da escola, Aldo Geranzani, que ela era "muito atraente", sendo uma distração para os estudantes.
Outros pais também se queixaram depois que um vídeo da ex-Miss Abruzzo, um concurso de beleza na região central da Itália, apareceu na web. Nele, Ileana aparece em trajes sexy. Em uma das imagens, ela aparece com o uniforme da polícia americana.

Maconha no horário nobre

Zach Galifianakis de Se beber não case fuma maconha na Tv. Programa discutia a descriminalização da erva.

O direito do preso em votar

Suprimir as instituições do manifesto. Para manifesto completo: sítio dos juízes pelas democracia.

MANIFESTO EM DEFESA DO DIREITO AO VOTO DAS PRESAS E DOS PRESOS PROVISÓRIOS NAS ELEIÇÕES 2010
Encarcerados e encarceradas, os sem direitos no Estado de direitos.
              “Costuma-se dizer que ninguém conhece verdadeiramente uma nação até que tenha estado dentro de suas prisões. Uma nação não deve ser julgada pelo modo como trata seus cidadãos mais elevados, mas sim pelo modo como trata seus cidadãos mais baixos”.    NELSON MANDELA
O Brasil tem seguido na contramão do processo de consolidação do Estado democrático de direito. Para uma crescente população – majoritariamente negra, pobre e jovem – a lei aparece não como garantia de direitos, mas como instrumento de punição. 
A forma mais visível de tais violações tem sido através de um crescente processo de extermínio de jovens pobres, principalmente os negros, e do aumento extraordinário dos encarcerados no país. Neste sentido, fortalece-se cada vez mais um sistema penal seletivo (que criminaliza os pobres, negros e excluídos) e punitivista (em lugar de efetivação de direitos e garantias individuais, a punição se torna uma política pública de contenção social). Segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN) o número de presos no período de 10 anos (2000 a 2010) mais que dobrou: de 220.000 para 470.000.

Dilma não se resume a Lula

Do Diário do Centro do Mundo por Pulo Nogueira
É uma simplificação dizer que Dilma está prestes a se eleger apenas porque foi apoiada por Lula. Se fosse tão claro assim que o candidato de Lula se elegeria, quaisquer que fossem as credenciais, Serra teria pulado fora, como fez em 2006.
Quando Dilma foi confirmada, a distância entre Serra e ela era enorme. Ela já era a escolhida de Lula. Havia uma longa caminhada que só ela poderia trilhar – e não Lula. Entrevistas, debates, as cascas de bananas de escândalos em série: se Dilma fraquejasse, seria apenas mais uma candidatura oficial falecida na história do Brasil.
Dilma se saiu bem na campanha, tanto mais que no meio dela teve que lidar com um câncer. Reside aí minha principal preocupação, de resto. Entendo que uma equipe médica independente deveria garantir aos brasileiros que o prognóstico para Dilma é positivo. E acho também que isso deveria ter sido uma iniciativa do próprio PT.
O Brasil teve que aturar José Sarney por problemas médicos de Tancredo Neves. Raios podem cair duas vezes num mesmo lugar.

Salve os bebedores

Do blog do David Coimbra (post parcial)

Beber faz bem

Você não pode fazer generalizações!
Posso sim. Quer ver? Ó:
Abstêmios são chatos.
Digo mais: minha generalização está provada pela ciência. A penúltima revista Veja publica matéria sobre uma alentada pesquisa que concluiu o seguinte: os abstêmios vivem menos do que os bebedores. Vivem bem menos do que quem bebe com moderação e, isso é que é supimpa e surpreendente, vivem menos do que quem bebe com imoderação. Ou seja: não beber faz mal à saúde!
Os cientistas ainda não sabem a razão disso.
Eu sei.
Beber é um ato social. As pessoas bebem para se encontrar, para celebrar a vida. A pessoa que bebe sai mais, solta-se mais, conversa mais, relaciona-se mais com os outros e, assim, é mais feliz.
As pessoas que não bebem são menos felizes.
Pessoas menos felizes são chatas.
Logo, quem não bebe é chato.