31 de jan de 2012

O Brasil reinventa o totalitartismo

Bajonas Teixeira de Brito Junior*,no Viomundo
Há muitos sintomas que hoje indicam a eclosão de uma forma peculiar de totalitarismo no Brasil. Thomas Mann, exilado durante a maior parte do tempo que durou o Terceiro Reich, definiu a Alemanha do período como o “bem que infeccionou”.  O bem, porque o alemão era tradicionalmente conhecido por seu senso de ordem, disciplina, dedicação ao trabalho e obediência às leis. O agigantamento de alguns poucos sentimentos alemães (o anti-semitismo, o nacionalismo, a necessidade de obediência e hierarquia, o revanchismo, o misticismo) levaram à catástrofe. No Brasil de hoje, ainda temos que descobrir o que está por trás dos traços totalitários que se avolumam.
Observamos esses traços se ramificarem em diversas direções: nas alterações (sempre para cima) dos contratos bilionários das empreiteiras; nas concessões inconstitucionais para as obras da Copa e outros megaeventos esportivos — que, como tem enfatizado o professor Carlos Vainer, do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano da UFRJ, assumem a forma de um efetivo Estado de Exceção, com as garantias constitucionais anuladas em benefício da especulação imobiliária e outros grandes interesses econômicos; o mesmo aparece nos projetos colossais, como o do Plano Nacional de Banda Larga, em que salta aos olhos o modo com que, como faca quente sobre a manteiga, os “parceiros” do governo federal infringem ou denunciam os acordos no mesmo dia em que os firmam e obtém os privilégios que Estado algum concederia.
Por fim, o que provoca estremecimento e pavor, temos as operações policiais destinadas aos pobres e aos movimentos sociais, cada vez mais aparatosas em que se pode admirar a pujança do aparelhamento da repressão: helicópteros blindados em sobrevôo rasante, enormes carros blindados, viaturas novinhas em folha, armaduras articuladas com proteção amortecedora e design futurista, semelhantes às dos soldados americanos no Iraque, veículos especiais para transporte rápido de grande quantidade de cavalos, utilização da cavalaria como técnica de cerco e perseguição, etc.
Uma atenção especial merece esse último aspecto, a força repressiva, em vista da escalada da violência policial que se cristalizou em diversos acontecimentos repulsivos nos últimos tempos. Para entender suas causas é preciso, primeiro, mostrar os fatos que se acumulam e, em seguida, buscar as raízes do presente surto de totalitarismo no país. Citamos alguns dos fatos marcantes:

30 de jan de 2012

Justiça aceitará cartões para pagamento de dívidas trabalhistas

O Conselho Nacional de Justiça firmou nesta segunda-feira (30) termo de cooperação técnica para o uso de cartões de crédito e débito no pagamento de dívidas trabalhistas. O objetivo é tornar mais eficiente o processo de execução das decisões e acordos judiciais, com o rápido repasse dos recursos.
Atualmente, após acordo entre as partes ou decisão condenatória, o pagamento da dívida é feito de forma “manual”, através de depósitos bancários, o que torna lenta a transferência do dinheiro.
De acordo com o CNJ, com o uso do cartão de débito, a liberação do recurso é imediata e, no caso do cartão de crédito, será em 30 dias. O arquivamento do processo será feito imediatamente após a impressão dos recibos de pagamento.
Com a assinatura do termo de cooperação, será implantado um projeto-piloto em uma das varas do trabalho de Belém (PA), para que o sistema seja testado e aprimorado durante seis meses.

Má notícia para os fanáticos do mercado

Por Paulo Moreira Leite

Em sua edição de 27 de janeiro, a reportagem de capa da Economist, leitura obrigatória da elite financeira mundial, ajuda a colocar o debate sobre os rumos da economia em seu devido lugar.
O titulo é bastante significativo: “O crescimento do capitalismo estatal
– o novo modelo dos emergentes.”
Como sabem seus leitores, a Economist é uma publicação com idéias conservadoras em assuntos econômicos. Defende uma presença mínima do Estado na economia, costuma apoiar governos e candidatos de acordo com elas mas não é partidária de idéias irracionais nem fanáticas.
A vantagem para os leitores é que não confunde a realidade com seus desejos.
Diante da crise européia, a Economist tem sido uma das críticas mais duras da obsessão de Angela Merkel com a austeridade e defende programas de estímulo ao crescimento para tirar o Velho Mundo para o fundo do poço.
Em 2009, quando boa parte da imprensa brasileira preocupava-se em encontrar obstáculos na recuperação do país após a crise de Wall Street, a Economist saiu com uma capa que mudou o rumo da conversa:  ”O Brasil decola.” Ali, lembrava aos leitores que o país havia entrado numa fase de prosperidade e que em breve estaria ocupando um lugar importante entre as maiores economias do planeta.
Essa forma não-provinciana de enxergar a realidade também aparece na reportagem especial de 14 páginas sobre capitalismo de estado.
(Pegue o link, em inglês: http://www.economist.com/node/21542931)
Eu acho que essa reportagem merece reflexão de quem se interessa de verdade pelo conhecimento da economia e não pela divulgação de suas convicções e mesmo de seus preconceitos.
Para a revista, assiste-se a um momento em que a crise do “capitalismo liberal ocidental coincidiu com uma forma nova e poderosa do capitalismo de estado nos mercados emergentes.”
Fazendo um balanço histórico, a revista lembra que o papel do Estado na economia mundial cresceu entre 1900 e 1970. Naquele momento, o vento soprava nessa direção.

Ideia: Manter pessoas fora da prisão


Eric Schmidt, presidente da Google
Eric Schmidt, presidente da Google
Dinheiro Vivo
Prazo: Cinco anos
Grau de dificuldade: Menor do que se imagina
Principal obstáculo: Ceticismo do público
Autor da Ideia Ousada: Eric Schmidt, presidente da Google]
É difícil encontrar números que revelem que as prisões americanas estão a funcionar. Hoje, 2,3 milhões de americanos - cerca de 1% dos adultos - estão atrás das grades: a taxa de encarceramento mais alta do mundo. As prisões custam aos contribuintes 68 mil milhões de dólares por ano, 336% mais do que há 25 anos. Os Estados Unidos aprisionam mais jovens do que qualquer outro país e a taxa de reincidência a três anos ronda 68%.
p>E quanto mais prendem, menos os estados reduzem o crime. A Califórnia, por exemplo, gasta mais em prisões do que em educação.
Em vez de sustentar um sistema que não vai a lado nenhum, devíamos estar a pensar numa forma audaz de evitar que as pessoas cometam crimes e reduzir a reincidência. Para tal precisamos das empresas. Não proponho que as prisões sejam geridas por privados - isso já foi feito, com resultados nada inspiradores; sem surpresas, dado que o incentivo para os operadores privados de prisões têm pouco que ver com reduzir o crime ou a reincidência. Mas uma nova abordagem pode mudar a equação: títulos de impacto social.

27 de jan de 2012

Justiça cogita fechar presídio no Acre por violação de direitos humanos

Não vai sobrar presídio no Brasil.
Do Blog da Amazônia
A juíza Luana Campos, titular da Vara de Execuções Penais de Rio Branco, declarou nesta sexta-feira (27) ter ficado “chocada com a falta de respeito aos direitos humanos”, após inspecionar o Complexo Penitenciário do Acre.
A magistrada considera a possibilidade de pedir a interdição de duas unidades prisionais caso o governo estadual não adote providências no prazo de 20 dias. Com 2,8 mil detentos, o Acre é, proporcionalmente, o estado com a maior população carcerária do país.
Luana Campos esteve na Unidade de Recuperação Social Francisco D’Oliveira Conde (FOC), que possui o maior número de presos, e na Unidade de Regime Fechado 2 (antigo Antônio Amaro), que abriga os apenados que respondem por crimes mais graves, de clamor público ou envolvidos em organizações criminosas.
Ela constatou superlotação, falta de atendimento médico, falta de medicamentos, demora na realização do exame criminológico, proliferação de doenças, celas sem iluminação, ventilação, colchões, água e material para higiene.
A titular da Vara de Execuções Penais de Rio Branco criticou a atuação do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), do governo estadual:
- Não estão sendo dadas pelos setores responsáveis as devidas condições de respeito e dignidade a essas pessoas.
No mês passado, o Ministério Público Federal no Acre chegou a enviar recomendação aos governos federal e estadual, além do Judiciário, para que tomem medidas visando garantir direitos humanos e melhoria das condições de vida dos presos no Estado.
A juíza considera que a Unidade Provisória, na FOC, apresenta a pior situação. Existem 796 presos provisórios, número mais de quatro vezes maior do que a capacidade máxima, que é 190 apenados.
- É um dormindo em cima do outro, sem o menor respeito aos direitos humanos - resumiu a juíza.
Em 2010, o Mutirão Carcerário, do Conselho Nacional de Justiça, esteve no Acre e exigiu uma série de providências para atenuar o quadro alarmante do sistema prisional do Estado.
- Apesar disso, nenhuma das providências deliberadas à época pelo CNJ foram cumpridas - observou a juíza.
Embora a Unidade Semi-Aberto não enfrente tantas dificuldades quanto à superlotação (possui capacidade para 148 presos e atualmente abriga 234), há outro impasse: a maior parte deles acaba cumprindo uma pena mais rigorosa do que a que foi imposta. Sem trabalho externo, ficam trancados dia e noite, e assim acabam cumprindo toda a pena em regime fechado.

Redução da maioridade: indo além do parnasianismo legalista

Odilon Rios* no Terra Magazine
Maceió (AL)
Um dos pensadores mais rígidos da Igreja Católica, Tomás de Aquino, ensina-nos, no século 13, que deve-se ter medo de um homem com um livro só. Uma ousadia, no auge da Idade Média, quando a Bíblia- dois séculos antes de Gutemberg- era o pilar de uma sociedade que a história cunhou como a "idade das trevas".
Oitocentos anos depois, no século XXI, o perígoso discurso "do homem de um livro só" assombra os defensores de dois únicos artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente. A lei de 13 de julho de 1990 é reduzida ao artigo 104, do ECA: "São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às medidas previstas nesta Lei".
A seção VII - que lista a internação dos menores - tem sete parágrafos em seu artigo 121 que, se seguidos em conjunto, mudariam a realidade das casas de detenção - ou calabouços abrangendo animais, como são hoje as unidades para menores, em análise do próprio Conselho Nacional de Justiça (CNJ): o menor é sim liberado aos 21 anos, de forma compulsória, desde que exista um parecer do Ministério Público a respeito de suas condições psicólogicas para tal.
  Nesta parte, destaca-se o parágrafo 6: "Em qualquer hipótese a desinternação será precedida de autorização judicial, ouvido o Ministério Público".
Ao observar que os 267 artigos do ECA estão reduzidos a dois pedaços e discutidos pelos defensores do parnasianismo legalista, a realidade nos parece assustadora.
Em Alagoas, o CNJ detectou a assombrosa realidade dos jovens infratores internados em unidades que deveriam recuperá-los: dormiam no chão (sem colchões), comiam com as mãos (por faltar garfo e faca), eram postos em salas imundas a despeito de serem "castigados" ou "recuperados".
Os corajosos relatórios não foram assinados por nenhum dos conselhos de defesa da criança e do adolescente ou por qualquer entidade da sociedade civil organizada. O juiz Fernando Tourinho Filho, da Vara da Infância e do Adolescente, foi o responsável pela inspeção. Ouvia, dos menores, o silêncio do abandono, do descaso.

Apesar da lei, do Poder e das sentenças dos juízes, eu creio na Justiça!

Por Gerivaldo Neiva no seu blog.



Não os perdoem: eles sabem o que fazem!
Ao povo do Pinheirinho!
Gerivaldo Neiva *

Para o governador, a culpa é da Justiça.
Para toda imprensa, a Justiça determinou, mandou, decidiu, despejou...
Para o Juiz que assinou a ordem, cumpriu-se a Lei e basta: Dura lex sede lex!
Para catedráticos cheirando a mofo, o Estado de Direito triunfou!
Para o Coronel que comandou, ordens são ordens!
Para o soldado que marchou sobre os iguais, idem!

Ei, Justiça, cadê você que não responde e aceita impassível tantos absurdos?
Não percebes o que estão fazendo com teu nome santo?
Em teu nome, atiram, ferem, tiram a casa e roubam os sonhos e nada dizes?
Tira esta venda, vai!
Veja o que estão fazendo em teu nome! Revolte-se!
E o pior dos absurdos: estão dizendo teus os atos do Juiz e do Poder que ele representa!

Americanos propõem abolição dos fusos horários

De O Globo.com via Nassif
Economista e astrônomo querem que o mundo inteiro esteja sob uma mesma hora
RIO. Um carioca olha o relógio no Rio de Janeiro e são 13h, do dia 19 de fevereiro de 2012. É domingo de carnaval e hora de sair para assistir ao desfile no Sambódromo. No mesmo momento, do outro lado do mundo, um morador de Pequim acerta o alarme de seu despertador e também são 13h de 19 de fevereiro de 2012. Mas é noite lá fora e ele se prepara para dormir e acordar, depois de oito horas, às 21h, já com o dia claro, para ir ao trabalho. Como isso é possível? É que ambos estão seguindo o novo calendário e hora universal propostos pelo economista Steve Hanke e pelo astrônomo Richard Conn Henry.
Pelos planos dos dois, da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, o atual calendário gregoriano, instituído em 1582 pelo Papa Gregório XIII, e os fusos com base no Meridiano de Greenwich, Londres, seriam substituídos por um sistema fixo que faria com que todas as datas caíssem sempre no mesmo dia da semana pelo resto da História e todos os relógios do mundo marcariam sempre a mesma hora.
p>Hanke explica que, no novo calendário, os anos continuariam a ser divididos em 12 meses, mas com quatro trimestres de 91 dias. Janeiro e fevereiro teriam 30 dias cada e março, 31, seguidos por abril e maio com 30 dias e junho com 31, e assim em diante. E para corrigir as discrepâncias com o início das estações, a cada cinco ou seis anos dezembro ganharia uma semana inteira “extra”.

Manifesto em premiação com presença de Alckmin

26 de jan de 2012

A tolice do banco Central independente

Do IG
Em seu livro mais recente, O Mundo em Queda Livre, sobre a crise financeira de 2008, o prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz faz apenas um elogio ao Brasil: não ter um Banco Central independente.
Segundo ele, se o BC brasileiro fosse independente, o país teria entrado de cabeça na crise.

25 de jan de 2012

O horror e a opção preferencial contra os pobres

Na Carta Maior

Nada mais precisa ser dito para descrever a operação de despejo de Pinheirinho, em São José dos Campos, e a ação policial contra os usuários de crack no centro da capital, na chamada Cracolândia. Mas existem muitas explicações para a truculência, a desumanidade, a destituição do direito de cidadania aos pobres pelo poder público paulista.

É o horror. Nada mais precisa ser dito para descrever a operação de despejo de Pinheirinho, em São José dos Campos, e a ação policial contra os usuários de crack no centro da capital, na chamada Cracolândia. Mas existem muitas explicações para a truculência, a desumanidade, a destituição do direito de cidadania aos pobres pelo poder público paulista.

A primeira delas é tão clara que até enrubesce. Nos dois casos, trata-se de espantar o rebotalho urbano de terrenos cobiçados pela especulação imobiliária. O Projeto Nova Luz do prefeito Kassab, que vem a ser a privatização do centro para grandes incorporadoras, vai ser construído sob os escombros da Cracolândia, sem que nenhuma política social tenha sido feita para minorar a miséria ou dar uma opção séria para crianças, adolescentes e adultos que se consomem na droga. 

O terreno desocupado com requintes de crueldade em São José dos Campos, de propriedade da massa falida do ex-mega-investidor Naji Nahas, que já era de fato um bairro, vai ser destinado a um grande investimento, certamente. O presente de Natal atrasado para essas populações pobres libera esses territórios antes que terminem os mandatos dos atuais prefeitos, e o mais longe possível do calendário eleitoral. Rapidamente, a prefeitura de São Paulo está derrubando imóveis; a prefeitura de São José não deve demorar para limpar o terrreno de Pinheirinho das casas - inclusive de alvernaria - das quais os moradores foram expulsos. 

Até outubro, no mínimo devem ter feito uma limpeza na paisagem, o que atenua nas urnas, pelo menos para a classe média, a ação da polícia. A higienização justifica a truculência policial. A "Cidade Limpa" de Kassab, que começou com a proibição de layouts na cidade, termina com a proibição de exposição da pobreza e da miséria humana.

Quem está debochando?

Duas notas seguidas no blog de Moacir Pereira. Uma sobre um suposto deboche de um menor que cometeu um furto, afirma o colunista que ele debochava porque seria solto, o que necessariamente não é verdade. O post seguinte é sobre a ABSOLVIÇÃO DE UM CANDIDATO POR COMPRA DE VOTOS. A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: ONDE NA VERDADE É O DEBOCHE?


Menor preso em flagrante debocha da Policia Militar


Viaturas e vários policiais marcaram presença no fim da tarde na rua do Baliza, em Cachoeira do Bom Jesus. Prenderam um menor que fazia miséria no roubo de uma residência.
Preso em flagrante pela policia debochou escancaradamente das autoridades. Exibia um largo sorriso. Claro, consciente da soltura e da impunidade.



TRE-SC absolve Dado Cherem

O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina arquivou, à unanimidade, inquérito policial para apurar suposta prática de "corrupção eleitoral" do deputado estadual Luiz Eduardo Cherem (PSDB). Esta investigação iniciou em razão da Representação Eleitoral n. 439, movida por Cherem nas eleições 2008, na condição de vítima de crime de difamação.
O crime contra a honra teria ocorrido em virtude da veiculação de uma matéria jornalística que imputaria ao então candidato à Prefeitura a compra de vereadores do PR na eleição municipal 2008, no jornal “Diário da Cidade”, de Balneário Camboriú. Luiz Maraschin, então presidente do PR, teria sido a fonte do colunista do periódico, Carlos Felipe Spall, para a elaboração da reportagem possivelmente caluniosa; ambos compuseram o polo passivo da Representação interposta por Cherem.
O relator, desembargador Vanderlei Romer, esclareceu que a competência do TRESC para analisar o procedimento investigatório decorre da possível participação de Cherem na prática daqueles fatos delituosos, na medida em que exerce o cargo de deputado estadual, detendo, portanto, prerrogativa de foro privilegiado.

Justiça ceça

Do blog quem Matou
NAJI NAHAS, DITADURA E PINHEIRINHO - Como o Sr. Naji Nahas conseguiu o terreno do Pinheirinho, depois do assassinato misterioso dos seus antigos donos - que não tinham herdeiros, quando este terreno deveria ter sido passado para o Estado?!?!?!?! Estamos falando de 1969, auge da Ditadura Civil-Militar - época em que o Sr. Naji Nahas veio para o Brasil para se transformar no multi-bilionário que se transformou! O Estado Brasileiro segue levantando e acobertando este sujeito, da Ditadura à Democracia!

24 de jan de 2012

Tempestade magnética solar chega à Terra e pode afetar comunicações via satélite

Do Diário Catarinense
Tempestade magnética solar chega à Terra e pode afetar comunicações via satélite AFP/NASA/SDO

Maior erupção solar registrada desde 2005 lança partículas no espaço desde o último domingo


As comunicações via satélite na Terra podem sofrer interferências nesta semana e nem adianta ligar para sua operadora de telefonia, de televisão a cabo ou para o provedor de internet. A culpa é de uma tempestade magnética provocada por uma erupção que ocorreu no Sol no último domingo.

Esta é a maior erupção solar registrada desde 2005. Desta vez, o fenônemo está bombardeando a Terra com partículas magnéticas que podem perturbar as comunicações via satélite, de acordo com autoridades americanas que emitiram o comunicado nesta segunda-feira.

A erupção, que ocorreu no domingo perto do centro do sol, projetará partículas de prótons para a Terra até a próxima quarta-feira, advertiu a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA).

A entrevista de FHC à The Economist

Por Luciano Martins Costa no Observatório da Imprensa

Uma intervenção do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em entrevista ao site da revista britânicaThe Economist, adiciona uma dose mais forte de tempero ao processo político brasileiro, que neste ano leva os eleitores às urnas para a escolha dos futuros prefeitos municipais.
Interessante observar que a manifestação do ex-presidente e dirigente honorário do PSDB é publicada exatamente no dia em que se anuncia o índice recorde de popularidade da atual presidente da República, Dilma Rousseff.
Não trata diretamente das eleições municipais, que movimentam as forças partidárias e estimulam ações mais ou menos precipitadas de governantes, mas da sucessão da presidente, marcada para 2014.
Fernando Henrique Cardoso toma partido, pela primeira vez em público, em favor do senador mineiro Aécio Neves e pela primeira vez diz o que pensa do ex-governador paulista José Serra, que se considera candidato natural, por direito divino, à presidência da República.
Análise da derrota

Supersalários de juízes no RJ chegam a R$ 150 mil

Do Yahoo, informações do Estadão.


Os pagamentos milionários a magistrados estaduais de São Paulo se reproduzem no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A folha de subsídios do TJ-RJ mostra que desembargadores e juízes, mesmo aqueles que acabaram de ingressar na carreira, chegam a ganhar mensalmente de R$ 40 mil a R$ 150 mil. A remuneração de R$ 24.117,62 é hipertrofiada por “vantagens eventuais”. Alguns desembargadores receberam, ao longo de apenas um ano, R$ 400 mil, cada, somente em penduricalhos.
A folha de pagamentos, que o próprio TJ divulgou em obediência à Resolução 102 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) - norma que impõe transparência aos tribunais -, revela que em dezembro de 2010 o mais abastado dos desembargadores recebeu R$ 511.739,23.
Outro magistrado recebeu naquele mês depósitos em sua conta que somaram R$ 462 mil, além do salário. Um terceiro desembargador recebeu R$ 349 mil. No total, 72 desembargadores receberam mais de R$ 100 mil, sendo que 6 tiveram rendimentos superiores a R$ 200 mil.
Os supercontracheques da toga fluminense, ao contrário do que ocorre no Tribunal de Justiça de São Paulo, não são incomuns. Os dados mais recentes publicados pela corte do Rio, referentes a novembro de 2011, mostram que 107 dos 178 desembargadores receberam valores que superam com folga a casa dos R$ 50 mil. Desses, quatro ganharam mais de R$ 100 mil cada - um recebeu R$ 152.972,29.

Britânicos protestam contra salários ‘indecentes’ dos executivos

Na British Petroleum, ex-CEO chegava a ganhar 63 vezes mais que funcionário comum; Royal Bank of Scotland vai remunerar executivo e demitir trabalhadores

The New York Times 
Enquanto os conselhos de administração das empresas se preparam para votar a bonificação anual de seus principais executivos, os investidores e o governo britânico buscam formas de diminuir o que alguns chamam de pacotes de pagamento excessivos.
Nos últimos dois meses, dois dos maiores investidores do país manifestaram sua desaprovação geral com o nível dos pagamentos a executivos, e pediram que os investidores tenham mais voz sobre essa decisão. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, demonstrou apoio aos apelos desses financistas na quinta-feira, após dizer que grandes pacotes de pagamento, em tempos em que muitas famílias precisam apertar os cintos, podem, compreensivelmente, “fazer o sangue das pessoas ferver”.
Foto: Getty Images
Manifestantes do "Occupy London" protestam contra salários de executivos

23 de jan de 2012

A lógica do dinheiro grosso contra o povo miúdo

Editorial da Carta Maior

Qual o sentido em se despejar violentamente cerca de 1.660 famílias pobres, que já estão construindo suas casas, que mal ou bem abrigam-se sob um teto e erguem uma comunidade, para depois cadastrá-las nas intermináveis filas dos programas de habitação social que para atendê-las terão que adquirir ou desapropriar glebas, viabilizar projetos, contratar obras até , finalmente, um dia –se é que essa dia chegará– devolver um chão e alguma esperança de cidadania a essa gente?
Mas, sobretudo, qual o sentido dessa enorme volta em falso quando o único beneficiário da ação policial violenta contra a ocupação de ‘Pinheirinho’, em São José dos Campos (SP), chama-se Naji Nahas?
Dono do terreno, com dívidas de R$ 15 milhões junto à prefeitura local, Nahas é um especulador notório, preso em julho de 2008 pela Polícia Federal, na operação Satiagraha, junto do não menos notório banqueiro Daniel Dantas, ambos acusados de desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro.
Qual o sentido do ‘desencontro’ entre o manifesto desejo de um acordo favorável aos moradores de ‘Pinheirinho’, expresso pelo governo federal, e a engrenagem política-judicial repressiva e desastrada do governo paulista? Qual o sentido? O sentido é justamente esse, apenas esse: a supremacia do dinheiro grosso contra o povo miúdo.

'Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível'

Plínio Delphino, Diário de São Paulo, sugestão de Alexandre Moraes da Rosa

Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da
'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas
enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado
sob esse critério, vira mera sombra social. 
O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou
oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali,
constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres
invisíveis, sem nome'. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu
comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma
percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão
social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de
R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição
de sua vida:

'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode
significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o
pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não
como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP
passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes,
esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me
ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão',
diz.
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma
garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha
caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra
classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns
se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo
pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e
serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num
grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei
o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e
claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de
refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem
barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada,
parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:
'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi.
Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar
comigo, a contar piada, brincar.

As “quentinhas” dos juízes

Por Wálter Fanganiello Maierovitch no Terra Magazine
Todos sabem do empenho da nossa presidente Dilma no combate à miséria, num país desigual e reconhecido como a sexta economia deste planeta. O combate à miséria foi promessa de campanha.
Para cumprir uma decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a presidente Dilma autorizou o Tesouro Nacional a disponibilizar R$ 82 milhões para pagamentos do “auxílio-alimentação” a juízes federais e trabalhistas. Por evidente, o efeito cascata alcançará os juízes estaduais, para alegria de bolsos e estômagos.
A notícia sobre o pagamento do chamado “auxílio-alimentação” foi dada pelo jornal O Estado de S. Paulo, na primeira página da edição de hoje.
Cada juiz federal e trabalhista receberá, mensalmente, um “vale refeição” de R$ 750. Nada mal, pois a desnutrição, como bem sabem os leitores do Portal Terra,  causa sérios problemas à saúde e, por evidente, prejudica a atividade laborativa, mental e física.
O mesmo valor das “quentinhas”  recebem, há muito tempo, os membros do Ministério Público, da Advocacia-Geral da União e os procuradores da União.
A propósito, os juízes federais, como lembra a matéria do Estado de S. Paulo, também recebiam o “auxílio refeição”. Só que uma decisão administrativa, de 2004 e do Conselho da Justiça Federal, suspendeu o benefício, que o presidente da associação dos juízes federais, Gabriel Wedy (o mesmo que propôs greve na Justiça Federal para forçar as atualizações monetárias  nas remunerações dos juízes), entende não ser privilégio, mas prerrogativa. De fato, prerrogativa para poucos, como reconheceria um boia-fria.

A longa prisão sem provas de Michel, negro e pobre

Comentário: a atual justiça criminal brasileira desvinculou-se dos ditames constitucionais. Os Juízes são tratados como defensores da sociedade e perseguidores de criminosos. Qualquer ação penal, não cabe mais ao ministério público provar, o réu é que deve provar a não participação. Se há dúvida mantem-se preso. Como é fácil trabalhar no ministério Público assim. Um sistema inquisitório onde àquele que deve ser imparcial, já vai para a audiência com opinião formada pelo que diz o Infalível MP e pela correta (sic) polícia brasileira. Bem vindo ao Estado de exceção!

De Paulo Moreira Leite
Num país que adora proclamar sua democracia racial, as autoridades deveriam ser treinadas para manter as aparências, pelo menos. Em outubro do ano passado, o agente de saúde Michel Silveira, 26 anos, foi levado à delegacia sob acusação de ter participado de um roubo a mão armada.
A única prova era a denúncia de uma das vítimas, que garante ter reconhecido o agente de saúde três dias depois do assalto.
O problema: câmaras de vídeo do local de trabalho de Michel mostram que ele estava no serviço na hora do crime. Colegas também garantem que um pouco mais tarde, estavam a seu lado. Mesmo assim, Michel ficou três meses na cadeia. Sem prova, sem um indício além de um reconhecimento feito na rua, por uma vítima. Três meses não são três horas nem três dias nem três semanas. Tem gente que tem emprego que dura três. Ou que faz um cursinho de três meses e depois presta vestibular. Michel passou o Natal e as festas longe da família. Por duas vezes amigos e parentes apresentaram recurso para liberá-lo.
Nada. A soltura só foi definida quando se apresentou um terceiro recurso. Racismo é isso. O sujeito está empregado, tem documentos, aponta testemunhas e pode até mostrar um vídeo — se a polícia tiver interesse em assisti-lo. Mas outra pessoa não enxerga nada disso. Só vê a cor da pele, aquilo que muita gente chama de raça. E aí define uma opinião e uma atitude.